Glaucia Lima
Obreira na região de Venda Nova do Imigrante
Venho trazer aos irmãos que acompanham o trabalho missionário realizado no Espírito Santo novas do que o Senhor tem feito através da dupla missionária composta pela obreira Juciane e eu.
Na cidade de Venda Nova do Imigrante, o catolicismo é predominante, e devido à cultura alemã e italiana ser muito presente nesta região, as pessoas não são tão calorosas como em outras regiões do Brasil.
Juciane e eu estamos aprendendo a lidar com essa característica e tentando quebrar um pouco disso com alegres “bom dia” e “boa tarde”.
A partir das nove horas da manhã do sábado já nos encontramos na casa do Senhor para adorá-Lo, tentando aproveitar as oportunidades que surgem, aquelas que nosso fraco discernimento nos permite ver. Certa vez uma irmã na escola sabatina pediu oração por sua saúde, pois se encontrava com anemia. Ao ouvirmos isto, durante a semana preparamos um pãozinho e imprimimos algumas receitas vegetarianas. No sábado seguinte era programação do dia do amigo, então a presenteamos com o pãozinho que preparamos. Parece-nos que hoje ela está mais simpática conosco.
Durante seis semanas ininterruptas estudamos todo o livro de Efésios com irmãos apoiadores do ICEVES. Não cessamos de nos reunir com o término do livro. Foi sugerido que os encontros nas sextas feiras continuassem. Queremos dar início ao estudo do livro O Lar Adventista. Vemos que as famílias carecem de mais orientação na área familiar.
Também uma vez por mês nos reunimos no sábado. Ao fim da reunião, saímos em grupos em uma arrancada missionária. Estamos planejando um seminário sobre casais para auxiliar os irmãos, para que o poder do inimigo não destrua esses lares.
Temos realizado muitas visitas. Certa vez, num sábado à tarde, fomos até a casa de uma senhora que estava com câncer. A irmã que nos acompanhou já há algum tempo desejava fazer uma visita a esta senhora. Até então não havíamos tido oportunidade, mas nesse sábado nos dirigimos até ela.
Ao chegarmos à casa, a senhora não estava, havia ido a Vitória, outra cidade do estado do Espírito Santo a 100 km de Venda Nova. Ela estava muito desfalecida e necessitava de cuidados médicos. Prometemos voltar no próximo sábado, porém durante a semana recebemos a notícia que ela havia falecido. Foi um momento de reflexão. Caso a visita houvesse sido feita antes e a palavra do Senhor aberta, ainda que viesse a falecer na mesma semana como ocorreu, o Espírito Santo poderia ter atuado com mais poder naquela alma.
Não devemos adiar o que pode ser feito hoje. A porta da graça se fecha para muitos todos os dias e o destino eterno delas é determinado. Cabe a nós seguir o conselho de Paulo “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.” II Timóteo 4:2
A cidade de Venda Nova tem uma população em torno de 18.000 habitantes e muitas destas pessoas sofrem de depressão. Temos visitado muitos que estão nesta condição. Pessoas presas em seus vícios vivendo sem suportar a própria situação em que se encontram, mas que não têm forças para se libertar. Entre estas pessoas há mulheres deprimidas por causa de um casamento arruinado. Até mesmo nossos irmãos da igreja sofrem com o rompimento do laço matrimonial.
Há muito que fazer e temos buscado orientar as pessoas através de estudos bíblicos e visitas missionárias.
No mês de maio iniciamos o que estávamos ansiosas para realizar desde que começamos o trabalho nesta região, um curso culinário que ocorrerá no último domingo de cada mês. As irmãs estão empolgadas e motivadas a convidar suas amigas. Peço oração para este projeto e por todos que surgirão.
Para concluir, gostaria de contar algo bem simples, mas significativo. No dia 30 de abril fomos fazer uma visita a mais uma vítima do câncer. Uma jovem senhora de apenas 31 anos. Conversamos um pouco e deixamos com ela um tratamento natural de combate à doença.
Ao sair daquela casa minha mente foi impressionada a ir à casa de outra jovem, mãe de dois filhos, sendo uma de suas filhas uma menina de dez anos que, aos seis meses de idade, teve uma forte infecção auricular e hoje está em quadro vegetativo. A essa forte impressão resisti inicialmente. Estava cansada e queria ir direto para casa, pois teria que ministrar um estudo bíblico.
No caminho de volta não consegui resistir àquela impressão. Convidei a Juciane, minha dupla missionária, para visitar esta jovem. Grande alegria senti ao chegar à casa da Andréia, ela realmente estava precisando de ajuda. Chegamos na hora do banho da Carolina, a filha que é especial e pudemos ajudar naquele momento. Propusemo-nos em ficar com a menina quando Andréia precisasse.
Ainda que pareça simples o relato, tenho gratidão em meu coração, pois o Espírito Santo impressionou a mente de uma pecadora que sou eu para levar ajuda a alguém que muito precisa.
O meu desejo é ser um instrumento vivo nas mãos do Senhor para soltar as ligaduras da impiedade, desfazer as ataduras do jugo, deixar livres os oprimidos e despedaçar todo jugo.
Que Deus abençoe a todos,
Glaucia Lima.
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