Entendendo os antioxidantes

Por Ana Maria
Todo mundo hoje fala dos antioxidantes; mas você compreende como eles funcionam?
Você já viu um pedaço de ferro “enferrujado” jogado num canto de quintal? Ou já teve que fazer a funilaria de seu carro porque deu ferrugem nele? Aquela ferrugem foi o resultado de um processo de oxidação, que é uma reação química na qual os átomos de ferro perderam seus elétrons para os átomos de oxigênio das moléculas da água com a qual aquele ferro esteve em contato.
A oxidação também acontece naturalmente no nosso corpo, como resultado de processos metabólicos: através do mecanismo básico de geração de energia.
Resultante das reações de oxidação-redução, circulam pelo nosso corpo os oxidantes – que por sua vez querem reaver os elétrons que perderam, e os “roubarão” de qualquer molécula visinha que não tenha seus elétrons bem seguros a ela. Com a perda de um elétron, a molécula torna-se um radical livre e rouba um elétron de uma outra molécula ao redor. Daí, uma cadeia de tomar elétrons se forma com radicais livres produzindo mais radicais livres. A molécula ordinária de oxigênio, por exemplo, facilmente converte-se em agente oxidante, chamado espécie de oxigênio reativo, que, em excesso no corpo, possui grande potencial de causar vários danos.

Estes danos vão desde a fragilidade da parede celular e danificação na proteina da célula como reação em cadeia, até problemas com a oxidação e mutação do DNA da célula predispondo-a a formação de câncer.
Em suma, através de danos a gorduras, proteínas e DNA, várias partes do corpo podem ser enfraquecidas pelo ataque oxidativo e sucumbirão à uma grande variedade de doenças.
Através da homeostase, o nosso corpo, tão bem projetado pelo nosso amado Deus-Criador, tem em si, sob condições saudáveis, mecanismos para manter o equilíbrio do meio interno e assim preservar a nossa saúde.
Mas que perturbações serão aquelas que poderão levar ao desequilíbrio do meio interno?
- Inflamações: durante o processo de inflamação, a enzima que produz prostaglandinas gera um grande montante de espécies reativas de oxigênio como produto final. Portanto, quanto mais tempo persistir a inflamação, mais espécies reativas circularão pelo nosso organismo.
- Espécies reativas de oxigênio podem ser ingeridas em excesso de alguma fonte ambiental ( tais como cigarro ou fumaça de óleo diesel).
- A dieta pode conter insuficientes antioxidantes; e abundante gordura
- Stress; excessiva exposição ao sol; radiação de raios X; drogas; vírus, bactérias e parasitas.
Diante da lista acima, restam-nos duas opções para preservar nossa saúde quanto à ação dos oxidantes: evitar ao máximo aquilo que causa oxidação provindo do meio externo, e, por outro lado, amenizar os efeitos da oxidação natural do nosso organismo, e daqueles que, mesmo provindo do exterior, não podem ser evitados, principalmente por aqueles que vivem nas grandes cidades.
Uma das formas de amenizar aqueles efeitos é ter uma dieta rica am antioxidantes. Estes agem limpando espécies reativas de oxigênio e metais pesados tóxicos; prevenindo a formação de espécies reativas de oxigênio e oxidação de gordura; protegendo outros antioxidantes, tais como a vitamina C; e também inibem oxidação de LDL.
Fontes ricas de antioxidantes são as frutas e os vegetais. Ter uma dieta equilibrada, balanceada, rica em variedades e nutrientes, baseada em cereais integrais, frutas, verduras e nozes nos ajudará a preservar nosso corpo saudável
O Work Study Group em Dieta, Nutrição, e Câncer da American Cancer Society tem estimado que cerca de um terço do meio milhão de mortes a cada ano de câncer nos Estados Unidos são uma consequência da dieta. Portanto, mais que 150 mil mortes/ano poderiam ser prevenidas por uma simples mudança na dieta.
Muitas pesquisas têm reportado baixas taxas de câncer em pessoas cuja dieta inclui abundantes vegetais e frutas, ricos em antioxidantes. Artigos reportam uma relação inversa entre danos ao DNA e consumo de vegetais, e uma relação proporcional entre câncer e o consumo de bife e produtos de porco. [Understanding nutrition p.391]
O Work Study Group recomenda:
- Comer menos, mas consumir uma dieta mais variada;
- Comer mais frutas, vegetais, cereais integrais, legumes, e castanhas.
Alerta!
Frutas e vegetais contendo muitos nutrientes antioxidantes e fitoquímicos têm sido associados com um risco diminuído de muitos cânceres, mal suplementos não têm sempre sido provados beneficiais. De fato, às vezes os benefícios são mais aparentes quando as vitaminas vêm de alimentos mais que de suplementos. Em outras palavras, as ações antioxidantes de frutas e vegetais são maiores que seus nutrientes sozinhos possam explicar. Sem informações suficientes para confirmar os benefícios de suplementos, nós não podemos aceitar os potenciais riscos. E os riscos são reais. [Understanding nutrition p. 392]
“Nós não sabemos como substituir uma dieta saudável e um saudável estilo de vida por simples pílulas.” Diretor do National Cancer Institute.
Devemos dar atenção ao que Ellen White nos diz em Conselho sobre o Regime Alimentar p. 92 que “Nos cereais, nas frutas, nas verduras e nas nozes, encontram-se todos os elementos alimentares de que necessitamos”. Os poderosos antioxidantes estão presentes nos simples e nutritivos alimentos desses quatro grupos que Deus nos tem provido em Sua infinita sabedoria e bondade.

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