Inicial Texto Artigos Diversos Preocupações de um líder devoto - Diego Silva

Preocupações de Um Líder Devoto

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Em 5 de setembro de 1974, a página editorial da Review and Herald apresentou um dos problemas mais importantes que assola os adventistas do sétimo dia em um mundo secular. O pastor Kenneth Wood trabalhava na época como editor chefe da Review and Herald [Revista Adventista Norte-Americana]. Suas preocupações expressadas nas seguintes palavras merecem nossa profunda atenção:

“Talvez o perigo que mais ameace a igreja é o de perder sua peculiaridade, de tornar-se como o mundo ao seu redor, de suas escolas, suas instituições médicas, seus métodos de promoção, sua literatura, seus padrões de medir o sucesso mal poderem ser distinguidos daqueles do mundo secular. Entretanto, poucas pessoas na igreja parecem estar preocupadas com esse perigo. Poucas pessoas na igreja são receptivas às críticas, mesmo as construtivas. A maioria preferiria ouvir que tudo está indo bem, que a condição das coisas pode não estar perfeita, mas está melhor do que nunca.”

Há algum tempo, ficamos assustados com várias passagens do livro intitulado Keys to the Deeper Life [Chaves à Vida Mais Profunda] de A. W. Tozer, um consagrado cristão não adventista. Nesse livro, o autor declarou: “A linha de separação entre a igreja e o mundo tem sido quase que totalmente apagada. Com exceção de alguns pecados mais graves, os pecados do mundo não regenerado são agora aprovados por um número assustador de professos cristãos ‘nascidos de novo’, e copiados seriamente. Jovens cristãos seguem o exemplo do tipo mais grosseiro de mundanos e tentam assemelhar-se a eles tanto quanto possível” (p. 16). É esse incidente duro demais? Pensamos que não.

Talvez o senhor Tozer tenha descrito Laodicéia de maneira melhor ao afirmar: “Trabalho religioso pode ser feito por homens naturais sem os dons do Espírito, e pode ser feito bem e de forma hábil. Porém, trabalho designado para a eternidade apenas pode ser feito pelo Espírito eterno. Nenhuma obra possui a eternidade em si mesma a menos que seja feita pelo Espírito através de dons que Ele mesmo implantou nas almas de homens redimidos. [...] Pessoas espiritualmente dotadas são preocupantemente poucas entre nós. Ao depararmo-nos desesperadamente com a necessidade de líderes com o dom de discernir, por exemplo, não os temos e somos compelidos a cair novamente nas técnicas do mundo. Essa hora atemorizante pede por homens com o dom do discernimento profético” (ibid. p. 40, 41).

Será que trabalho religioso pode ser feito bem e de forma hábil por homens naturais? Sim. Médicos podem tratar doenças, cirurgiões podem fazer operações. Professores podem ensinar. Enfermeiras podem cuidar de enfermos. Secretárias podem lidar com escritórios. Artistas de layout podem criar engenhosos designs para revistas. Tesoureiros podem lidar com finanças e assim por diante. Todas estas atividades podem ser levadas avante por homens naturais.

A diferença entre o homem “natural” e o homem “espiritual” é bem esclarecida em 1 Coríntios 2:11-16 (também em Romanos 8:1-4). “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura” (1 Coríntios 2:14). O homem natural não enxerga a necessidade de entregar-se e de seguir implicitamente o conselho do Espírito de Deus estabelecido na Bíblia ou nos escritos do [Espírito de Profecia]... O homem natural não vê um perigo maior em desviar-se levemente da expressa vontade de Deus. Em contraste, o homem espiritual não confia em si, e busca fervorosamente fazer a obra de Deus à maneira de Deus. Assim, se homens naturais estiverem em posições de liderança na obra de Deus, a igreja estará em perigo. Qual é, então, a necessidade de Laodicéia? Que todos os líderes, todos os obreiros, todos os empregados da igreja remanescente sejam homens espirituais, e não naturais... Qual será nossa resposta? Continuaremos a desculpar nossas deficiências, e a proclamar que não temos nenhuma necessidade? Ou nos arrependeremos? Enquanto nos decidimos, Jesus está à porta esperando.