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A Paternidade de Deus

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José desejava formar um belo lar com a jovem de seus sonhos. Essa jovem era cristã e cheia de qualidades. Além disso, ela admirava e amava José. Ele, porém, estava perturbado com relação à aprovação dos pais de Elizabeth.

Eles desejavam para sua filha um jovem que fosse proveniente de um lar estável – e José não vinha de um lar assim. José andava em busca de estabilidade, segurança afetiva e emocional. Uma segurança que, quem sabe, nunca encontrou em seu próprio lar e que provavelmente não poderia garantir a Elizabeth. Percebendo já os sintomas da insegurança de José, os pais de Elizabeth procuraram dissuadi-la a prosseguir com a relação afetiva com José.

Será que os pais de Elizabeth agiram com sabedoria? Que orientação e ânimo daria você a José? Há alguma esperança de que ele consiga remediar as sequelas de seu passado?

Analisemos se a harmonia é possível no lar; se é possível alcançar a felicidade na família; se o lar pode tornar-se um oásis em meio às perplexidades do mundo.

A instabilidade dos lares tem criado uma cultura de divórcio e de uniões livres. Tem promovido a promiscuidade. Tem gerado filhos com vazios afetivos e emocionais, uma geração incapaz de manter relações sociais estáveis, uma geração que com dificuldade conserva algo de saúde mental e em quem cada vez mais se oblitera a imagem do Criador.

O ser humano foi criado em vínculo de família. Eram filhos do Pai Eterno e, por sua vez, deviam ser pais de seus futuros filhos. A compreensão, o afeto e o apoio eram essenciais para a saúde do homem. “E disse Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gênesis 2:18).

Todos nós necessitamos experimentar o sentimento de propriedade. Não podemos estar sós. No momento em que os filhos não encontram esse vínculo humano como realidade presente em seus pais, buscam-no em outros que o substituam com estímulos artificiais. Logo, esses filhos tornam-se pais e a história se repete – cada vez mais dramática.

Uma pessoa com vários vícios afetivos buscará preenchê-los de muitas maneiras. Ao aproximar-se de outros estará mais apta a receber do que para dar. Desejará encontrar o que não teve ou o que recebeu de maneira distorcida. Sua tendência será utilizar, manipular e explorar. Outros casos se refugiam nos complexos de inferioridade, retraem-se, sentem-se vítimas e tornam-se vulneráveis à exploração de outros. Cada vez que são explorados e enganados aprofundam sua mágoa, complicando ainda mais o quadro de recuperação.

Como quebrar esse círculo vicioso? De que maneira podemos deter esse drama? Como podemos preencher esses vazios?

Recebendo a adoção de Deus. Aceitando fazer parte do verdadeiro lar que supre nossas necessidades e nos completa na plenitude emocional, afetiva, de paz e harmonia. Que nos presenteia com parâmetros de justiça em espírito de amor. Que nos ensina domínio próprio. Uma adoção que ensina que o gozo da vida é dar, ser uma oferta viva sem esperar nada em troca.

Esse é o propósito de Deus. Por essa razão enviou Seu filho Jesus Cristo ao mundo. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade” (Efésios 1:5). Ele veio e Se doou. “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no Seu nome” (João 1:12).

Como O recebemos? Como aceitamos Sua adoção? Antes de qualquer coisa, devemos conhecer Seu amor. “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Efésios 3:19). Encontramos o testemunho desse amor por meio das Sagradas Escrituras. “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam” (João 5:39).

O conhecimento desse magno amor despertará em nós o amor por Deus, e se amamos nossa reação será agradá-Lo e obedecê-Lo. “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; e os Seus mandamentos não são pesados” (1 João 5:3). Os mandamentos de Deus são princípios, parâmetros fixos. Ao obedecermos manifestamos nosso amor por Deus e pelo próximo. Dessa maneira, o amor se constitui um princípio fixo que motiva e rege nossas ações – não um sentimento efêmero e mutável.

A essência do amor de Deus é que ele não vive para si. Em termos práticos, isso se traduz em uma vida dedicada a servir o próximo. Essa terapia ocupacional motivada pela lei do amor restaurará nossa personalidade e mente e nos colocará em comunhão com Deus e Seu caráter. A comunhão constante com o nosso Criador e a dedicação esmerada em trabalhar fielmente em favor de nossos semelhantes transformará passo a passo a nossa mente, mudando nossos impulsos egoístas, dando-nos um temperamento estável e consequentemente uma estabilidade emocional. Desenvolver-se-á em nós uma autoestima sã em que não haverá suficiência própria, nem sentimento de inferioridade.

Isso requer o exercício da vontade. A vontade se fortalece por meio do exercício, de maneira que quanto mais a submetemos à lei espiritual, subjugando nossos desejos e impulsos egoístas, maior desenvolvimento pessoal obtemos.

“De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Romanos 8:12-14).
Se aceitarmos a adoção de Deus dessa maneira, todos os nossos vazios e nossas carências serão supridos, nossas feridas sanadas!

Esse foi o caso da mulher samaritana. Ela tinha uma sede, um anelo que nada podia satisfazer. Os vazios afetivos e a instabilidade emocional levaram-na a casar-se cinco vezes. Sempre fracassou e buscou refúgio em outra relação. Foi, então, que teve um encontro com Jesus. Ela percebeu o amor de Deus, creu e aceitou a adoção do Salvador (João 4:7-42).

Querido amigo, você quer aceitar a adoção do Salvador? Sente o desejo de submeter a sua vida à influência do Santo Espírito de Deus? “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30).

Aceite a adoção do Pai Celestial!